18/05/2012

Sem campeonatos no país, musa faz 'frila' no Mundial e coleciona cantadas

Participante do 'Nas Ondas', Marina Werneck trabalha na produção do Rio Pro e vira guia dos surfistas durante as últimas duas semanas

Quando foi chamada para ir ao pódio e ajudar na cerimônia de premiação, Marina Werneck estava até aliviada. Dali a poucos minutos ela encerraria o batente que começou uma semana antes do início do Rio Pro. Sem campeonatos femininos no Brasil, a surfista de 24 integrou a equipe de produção da etapa brasileira do Circuito Mundial, vencida pelo havaiano John John Florence. Ela foi uma das responsáveis pela área de atletas e convidados. Trabalhou duro e colecionou cantadas.

- É da natureza deles (risos). Normalmente jogavam verde... Se colasse... Um dia eu disse que precisava de uma cópia do passaporte, e um deles falou: "Passa lá. Meu quarto é o número tal...". Mas tudo com muito respeito - conta Marina, que participou das últimas duas edições do programa "Nas Ondas", do Esporte Espetacular.

 Surfista Marina Werneck trabalha no Rio Pro (Foto: Gabriele Lomba / Globoesporte.com)

Antes de o Rio Pro começar, Marina teve de separar as roupas de quem estava no staff e na assessoria de imprensa. Além disso, toda hora ia até o aeroporto recepcionar os surfistas e levá-los aos hotéis em que estavam hospedados.

- Passei três dias indo e voltando. Às vezes ia dirigindo, em outras ia de van.

Durante o campeonato, tinha de ver se havia comida na área dos atletas, se a instalação estava limpa e, principalmente, precisava barrar quem não podia entrar ali.

- Sempre quis ter essa experiência de ver como funciona o outro lado de um campeonato. Dá muito trabalho. Não imaginava... A partir de agora vou ver com outros olhos. E talvez fique até mais crítica.

Enteada de um dos organizadores, Marina foi chamada para trabalhar principalmente por conhecer quase todas as meninas do Circuito Mundial. Até pouco tempo atrás, quando ainda tinha patrocinadores, ela disputava a divisão de acesso mundial, o WQS.

O fato de ter morado quatro anos no Rio também ajudou. Atuou como guia da cidade. Desde dicas sobre onde comer perto do campeonato até passeios a pontos turísticos. Quem era eliminado costumava pedir dicas para sair à noite.

- Os mais pedidos eram Pão de Açúcar, Cristo Redentor, Rocinha, boates. Tentei levar alguns para uma escola de samba, mas não consegui. Como os surfistas não estão acostumados a ter alguém para ajudar, não pedem nada fora do normal. Mesmo os que perdiam. Eles não puderam se dispersar muito aqui no Rio, pois daqui a pouco já começa a etapa de Fiji - disse Marina, referindo-se à quarta etapa, a partir do dia 3.

Apenas em dois dias nas últimas duas semanas ela conseguiu surfar. Em um dos adiamentos do campeonato, levou Rebecca Woods e Paige Hareb à praia do Recreio.

- Aproveitei e mostrei a elas onde era a terceira opção para fazer o campeonato.

Marina werneck (Foto: Thiago Correia / GLOBOESPORTE.COM)

Sem previsão de competir nos próximos meses, Marina tem se dedicado à produção de vídeos. Por enquanto, sem nada certo, sem remuneração.

- O circuito brasileiro não foi confirmado, e eu estou sem patrocinador.

O salário que ganhou por trabalhar no Rio Pro vai ajudar.

- Quero divulgar o life style do surfe. O surfe nos proporciona experiências únicas. Desde dicas de viagens a pessoas interessantes que conhecemos.

fonte: globoesporte.com 

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17/05/2012

Campeão no Rio, John John diz ter medo de Medina: 'Ele é uma máquina'

Havaiano se rende ao talento do paulista que, assim como ele, é revelação
do Circuito Mundial. Amigo de brasileiros, teve aula de português na infância

Eles entraram juntos e sacudiram a elite do Circuito Mundial de surfe. O paulista Gabriel Medina, de 18 anos, saiu na frente, com duas vitórias nas cinco etapas que a dupla disputou no ano passado. O havaiano John John Florence, de 19, conquistou seu primeiro triunfo na quarta-feira, no Rio de Janeiro, terceiro desafio da temporada 2012. Se eles são os novos Kelly Slater e Andy Irons?

- Espero que sim... Gabriel é demais. Tenho medo de enfrentá-lo nas baterias. Ele é uma máquina. Faz aéreos incríveis em todas as baterias, consegue dois noves ou um dez. É incrível... - diz um tímido John John.

 surfe John John Florence no Rio Pro (Foto: AP)

O havaianinho e o brasileiro se conhecem de longa data, mas nem sempre estiveram próximos. John John priorizava as competições em sua terra-natal, o Havaí. E se tornou um dos maiores especialistas das ondas de Pipeline.

Com um corte no pé, Kelly Slater viu a final do Rio Pro via internet. E lembrou-se de seu primeiro título mundial, naquele mesmo lugar, 20 anos atrás. No ano passado, após vencer John John nas quartas de Pipeline, o americano deu o recado: "Esse menino vai dominar Pipenos próximos 20 anos. Só quis aproveitar um pouco".

Criado no North Shore da ilha de Oahu, John John foi o mais jovem surfista a disputar a Tríplice Coroa, em 2005, aos 13 anos. No ano passado, apesar da derrota para Slater em Pipe, conquistou a série havaiana, formada também pelo WQS de Haleiwa e de Sunset.

Um de seus melhores amigos no Havaí é Kiron Jabour, filho de brasileiros. A amizade levou o havaiano, quando criança, a fazer aulas de português. Esforça-se para falar um "tudo bem" e "obrigado".

- Mas não me lembro direito. Você esquece quando não pratica... Tenho muitos amigos brasileiros, e a família Jabour sempre me dá muito apoio.

Pela vitória no Rio, John John faturou US$ 100 mil e um relógio avaliado em US$ 10 mil.

- Vou guardar e, quem sabe, comprar uma casa no Havaí.

surfe John John Florence no Rio Pro comemoração (Foto: AP)

fonte: globoesporte.com

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16/05/2012

Mineirinho perde nas quartas, cai de líder para quarto, e Brasil se despede

Atual campeão do Rio Pro, brasileiro é eliminado pelo australiano Josh 
Kerr, surfista que na véspera o havia empurrado para a repescagem

O tropeço na quarta fase, apesar de ter tirado uma nota 10,00, ainda estava na memória. Adriano de Souza, o Mineirinho, tentava apagá-lo nesta quarta-feira. Conseguiu durante 23 minutos. O então líder do ranking e defensor do título do Rio Pro voltou a encontrar Josh Kerr, agora nas quartas de final. Liderou boa parte da bateria, mas levou a virada a sete minutos do fim, quando o australiano arrancou um 9,43 em um aéreo e se classificou para as semis do Rio Pro, terceira etapa do Circuito Mundial. Mais cedo, Alejo Muniz foi eliminado pelo australiano Mick Fanning, bicampeão mundial.

Com a eliminação, Minerinho cai para quarto do ranking, com 17.200 pontos. Mick, Josh e Joel Parkinson já o ultrapassaram. Os três estão nas semifinais.

 surfe Adriano Mineirinho no Rio Pro (Foto: Reuters)

- É difícil... Você dá o máximo, pensa que poderia ter arriscado mais, de repente. Quando você vence, não tem dúvida. Quando perde... – disse Mineirinho.

Depois de perder para Josh na terça-feira, Mineirinho foi à repescagem (quinta fase) e derrotou, ainda na terça, o australiano Taj Burrow, então vice do ranking.

Nesta quarta, Mineiro abriu o duelo com um longo tubo: 8,10. Parecia que seria engolido, mas conseguiu sair dele. Josh decolou em um aéreo, mas errou o pouso. O brasileiro foi na onda de trás e mostrou ao australiano a forma correta: 6,10.

Josh amargava três notas abaixo de um ponto: 0,93, 0,90 e 0,87. Na metade da bateria, trocou as duas melhores por 1,43 e 1,57. A 11 minutos do fim, voltou à briga. Arrancou 7,67 e 4,50 e ficou em busca de 6,61.

A sete minutos do término, Josh calou a torcida com um aéreo. Ganhou 9,43. Mineirinho tentou a virada em duas direitas, mas errou.

- Estamos lidando com os melhores do mundo, e o Josh mostrou isso na última onda.Tive a minha chance, mas acabei não voltando na manobra, Se você completa é nota 9; se não completa, é um... – disse o brasileiro.

Quartas:

1. Joel Parkinson AUS 13.90 x 12.60 Tiago Pires POR
2. Mick Fanning AUS 16.57 x 5.90 Alejo Muniz BRA
3. John John Florence HAV 14.94 x 9.43 Julian Wilson AUS
4. Josh Kerr AUS 17.10 x 14.27 Adriano de Souza BRA

fonte: globoesporte.com

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15/05/2012

Gabriel Medina é superado por convidado e se revolta com ASP

Surfista não se conforma por não poder contar com ajuda de jet-ski depois de um problema na cordinha da prancha: 'Dá vontade de parar de competir'

Um dos destaques brasileiros no Rio Pro,Gabriel Medina acordou com o pé esquerdo nesta segunda-feira. Logo na primeira bateria da manhã, válida pela repescagem, o surfista de 18 anos foi superado pelo convidado Peterson Crisanto e culpou a organização do Circuito Mundial pela derrota.

A revolta de Medina se deu depois de um problema com a cordinha de sua prancha, a dez minutos do fim da bateria. O surfista precisou ir até a areia para trocá-la e, depois de perder alguns minutos com isso, contava que um jet-ski o ajudasse a retornar. Mas não aconteceu.

 surfe Gabriel Medina (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

- @aspworldtour é perfeita! Muito obrigado por ter essas regras, vocês sempre estão certos, sempre!!! #agradeço. Isso só me dá vontade de parar de competir!!! Valeu @aspworldtour - escreveu Medina em sua página no Twitter, logo depois de ser eliminado.

As condições do mar estavam difíceis, com ondas de até 2m. As regras da ASP permitem que um surfista receba ajuda de jet-ski - a fim de agilizar o "tempo útil" da bateria. Nesta segunda, porém, a entidade não havia estabelecido que tal regra seria usada.

Convidado pelo patrocinador da etapa, Peterson Crisanto somou 10,83 pontos, com notas 7,83 e 3,00. Medina anotou um 4,17 e um 3, alcançando apenas 7,17 pontos.

surfe Peterson Crisanto repescagem do Rio Pro (Foto: Matt Dunbar / ASP)

É a segunda vez em três etapas que Medina é eliminado na repescagem. Na estreia, na Gold Coast, ele também terminou em 25º. Em Bells Beach, chegou até a terceira fase (13º). Na semana passada conquistou o WQS prime de Trestles e veio embalado para o Rio.

Medina entrou na elite mundial na metade do ano passado e venceu duas das cinco etapas que disputou na temporada 2011.

Heitor vira no fim e sobrevive à repescagem

Além de Petersinho, Heitor Alves sobreviveu à repescagem do Rio Pro e se juntou a Adriano de Souza, o Mineirinho, Miguel Pupo e Alejo Muniz. Roani

Em uma bateria de ondas fracas, Taylor liderava com 1,57 e 3,90. Heitor tinha como maior nota 2,57. Precisava de 2,91.

A 1m36s do fim, arrancou um 3,43 salvador. Taylor tentou uma última cartada. Precisava de apenas 2,10, mas tirou 0.50.

Heitor Alves no surfe Rio Pro na Barra da Tijuca (Foto: Reuters)

Repescagem:

1. Peterson Crisanto BRA 10.83 x 7.17 Gabriel Medina BRA
2. Michel Bourez PYF 15.10 x 12.66 Tomas Hermes BRA
3. John John Florence HAV 16.20 x 7.16 Willian Cardoso BRA
4. Heitor Alves BRA 6.00 x 5.47 Taylor Knox EUA
5. Patrick Gudauskas EUA 9.83 x 7.46 Damien Hobgood EUA
6. Brett Simpson EUA 9.33 x 8.60 Jadson André BRA
7. Bede Durbidge AUS 12.00 x 2.64 Fredrick Patacchia HAV
8. CJ Hobgood EUA 11.36 x 7.97 Yadin Nicol AUS
9. Travis Logie AFS 9.33 x 5.70 Raoni Monteiro BRA
10. Tiago Pires POR 10.90 x 10.20 Kai Otton AUS
11. Kolohe Andino EUA 12.16 x 6.50 Kieren Perrow AUS
12. Adam Melling AUS 17.00 x 14.26 Matt Wilkinson AUS

Terceira fase:

1. Tiago Pires (POR) 10.40 x 6.40 Owen Wright (AUS)
2. Michel Bourez (TAH) 8.70 x 8.63 Brett Simpson (EUA)
3. Jordy Smith (AFS) x Kolohe Andino (EUA)
4. Mick Fanning (AUS) x Bede Durbidge (AUS)
5. Alejo Muniz (BRA) x Heitor Alves (BRA)
6. Joel Parkinson (AUS) x Peterson Crisanto (BRA)
7. Taj Burrow (AUS) x Patrick Gudauskas (EUA)
8. John John Florence (HAV) x Miguel Pupo (BRA)
9. Julian Wilson (AUS) x C. J. Hobgood (EUA)
10. Josh Kerr (AUS) x Adam Melling (AUS)
11. Jeremy Flores (FRA) x Adrian Buchan (AUS)
12. Adriano de Souza (BRA) x Travis Logie (AFS)

fonte: globoesporte.com 

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14/05/2012

Onda de 78 pés surfada por havaiano é oficializada como a maior da história

Livro dos Recordes homologa marca de Garret McNamara, que encarou ondulação gigante na Praia do Norte, em Portugal

Um onda de 78 pés surfada pelo havaiano Garret McNamara, na Praia do Norte, em Portugal, entrou para o Livro dos Recordes, o Guinness, como a maior já surfada em toda a história.

O feito ocorreu no dia 1 de novembro de 2011, mas demorou mais de seis meses para ser oficializado pela publicação devido à dificuldade em se medir a ondulação - equivalente a um prédio de 24 andares.

McNamara, de 44 anos, já havia sido premiado com o prêmio XXL, o Oscar das ondas gigantes, pela mesma onda. O havaiano embolsou US$ 15 mil de premiação.

 Garrett McNamara quebra recorde de surfe (Foto: Divulgação)

McNamara é mundialmente famoso entre os praticanetes do tow-in, modalidade de surfe na qual o surfista entra na onda com a ajuda de um jet ski. Em 2002, ao lado do brasileiro Rodrigo Resende, ele foi campeão do primeiro torneio de ondas gigantes do mundo, intitulado "Tow In World Cup".

fonte: globoesporte.com 

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11/05/2012

Parada aos 30 e sem dinheiro, havaiana quer ajudar lado B do surfe

Quatro anos depois de vencer no Rio, Melanie Bartels volta como convidada. Pediu folga no trabalho, empréstimo aos pais e se hospedou em um albergue
Há quatro anos, uma das melhores surfistas havaianas conquistou o título da etapa brasileira do Circuito Mundial depois de, nas semifinais, derrotar a atual campeã do mundo, Stephanie Gilmore. Hoje, Steph tem quatro canecos e lidera o ranking. Melanie Bartels, a protagonista daquele dia de tubos perfeitos, se viu obrigada a largar as competições. No ano passado, sem dinheiro, abriu mão de dois campeonatos, entre eles o do Brasil. Perdeu seu lugar na elite e, agora, aos 30 anos, trabalha com vendas. Sonha um dia ter condições de patrocinar surfistas. Na semana passada, pediu folga para competir no Rio, como convidada. Pediu empréstimo aos pais, comprou passagem e hospedou-se em um albergue na praia da Macumba. Pediu carona aos amigos para chegar aos palanques do Rio Pro, na Barra da Tijuca e no Arpoador. Disputou duas baterias - parou na repescagem, justamente diante da australiana.

surfe Melanie Bartels no Rio Pro (Foto: Sergio Moraes / Reuters)

Melanie é uma havaiana "de raiz", local de Waianae, oeste da ilha de Oahu. Foi mãe solteira aos 17 anos e nem assim abandonou o surfe. Conquistou duas vitórias na elite e nove na divisão de acesso mundial, o WQS. Antes de Silvana Lima surgir no cenário internacional, era ela quem roubava a cena com manobras agressivas, poucas vezes vistas no surfe feminino.

Mas a realidade de Melanie era bem diferente de boa parte de seus conterrâneos, cercados de luxo e mordomia nos campeonatos. Baixinha, nem tão em forma, sem treinador, sem ninguém para a orientar. Tinha de se virar sozinha durante as viagens. O título mundial não veio, e a dificuldade financeira começou a assustar. No ano passado, se viu sem dinheiro para competir. Só a verba das premiações não era suficiente para cobrir os gastos.

- Acho que entrei no surfe na época errada. Na minha geração não havia preocupação em ir bem nos campeonatos, e sim em curtir festas. Não havia pessoas nos orientando, dizendo o que deveríamos fazer. Tanto dentro quanto fora da água. Não tive oportunidade, não tive ninguém. Hoje é tão diferente. Gostaria de ter tido apoio, de que meus pais pudessem viajar comigo, como acontece hoje com as principais surfistas. Se tivesse toda esse apoio aos 17 anos, acho que teria conquistado uns dois títulos mundiais.

Melanie não competiu na Gold Coast e no Rio. Fechou a temporada em 13º e não se classificou. Com a lesão da peruana Sofia Mulanovich, campeã mundial de 2004, os organizadores a convidaram para competir no Rio Pro 2012. Eliminada na repescagem, voltará para casa com US$ 4,5 mil. Comprou duas cangas com desenhos da cidade e um chapéu para a mãe.

Com o dinheiro, pagará o que deve aos pais e também pretende investir na VRSTL ( abreviação de versátil), marca de roupas que criou. É através dela que pretende realizar seu novo sonho.

surfe Melanie Bartels no Rio Pro (Foto: Gabriele Lomba / GLOBOESPORTE.COM)

- Quero ter minha própria companhia de roupas e poder apoiar surfistas que realmente merecem, que precisam. Quero ajudá-los a se tornarem profissionais. Há tantos talentos no Havaí, mas ninguém vê porque eles acham que o surfe não vai levá-los a lugar nenhum. Então muitos acabam se envolvendo com drogas.

Uma das preocupações anos atrás era Alessa Quizon. Temia que a havaiana se envolvesse com más companhias e acabasse se desviando do surfe. A irmã de Alessa, Christine, é uma de suas melhores amigas. No Rio, a surfista de 18 anos venceu a triagem e mandou Steph para a repescagem.

- Estou muito feliz por ela e também por ela estar namorando o Caio (Ibelli, brasileiro campeão mundial pro júnior). Ela andava com uns garotos não muito legais, mas agora está com o Caio. E como ele adora surfar, ela está o tempo todo surfando também.

Surfe Melanie Bartels no Rio Pro (Foto: Gabriele Lomba / Globoesporte.com)

Quem também está sempre presente é Carissa Moore. Patrocinada desde criança e treinada pelo pai, a havaiana vive realidade bem diferente. E, diante da situação financeira da amiga, estendeu a mão. Viajaram juntas em boa parte da temporada passada. Na França, Melanie viu a surfista de 18 anos conquistar o título mundial, quebrando o jejum do Havaí – que vigorava desde 2004, com Andy Irons.

- Conheci a verdadeira Carissa, como ela é fora da competição. Tem um grande coração, grande personalidade. E é uma grande cantora, deveria ir a algum show de artistas - ri.

Melanie guarda no coração os amigos que fez no surfe. Nesta semana, acrescentou mais alguns. São os funcionários do albergue Surf n Stay. Entre eles, Susan Kato, participante do programa "Nas ondas de Itacaré", do Esporte Espetacular. A havaiana já tinha se hospedado lá em 2008, aquele ano da vitória. Uma vitória que veio depois de uma perda dura. Naquela semana, uma de suas cachorras morreu.

Hoje, Melanie mora com os cinco cães e o filho, Ezekiel. Aos 12 anos, ele vem se destacando nas competições de bodyboard.

- Ele está evoluindo tão rápido. É difícil para mim não pressioná-lo, pois quero que ele seja tão bom (risos). Quando me despedi dele para vir para cá, ele falou: “não importa o que aconteça, mãe, não desista”.

surfe Melanie Bartels no Rio Pro (Foto: Gabriele Lomba / GLOBOESPORTE.COM)

fonte:globoesporte.com

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09/05/2012

Surfistas sonham com fim de crise e fazem apelos por mais campeonatos

Elite feminina segue com apenas sete etapas, nenhuma delas no Havaí; no cenário nacional, ainda não há previsão de nenhuma competição em 2012

No ano passado, Carissa Moore conseguiu levar de volta um título mundial ao Havaí, berço do surfe, depois de um jejum de sete anos - desde o tri de Andy Irons. Mas a surfista de 19 anos não teve a oportunidade de surfar nenhum evento em sua terra-natal. E foi obrigada a entrar de férias em agosto, quando terminou a última das sete etapas da temporada. Como consolo, disputou a Tríplice Coroa Havaiana entre os homens, como convidada. Neste ano, o calendário continua restrito, sem perspectivas. Mas ela ainda tem esperança de ver o fim da crise financeira que atingiu em cheio o surfe.

- As garotas estão competindo em alto nível, dando shows bons de se assistir. Nós tínhamos campeonatos em Fiji e no Taiti. É frustrante saber que perdemos. Não temos mais eventos em lugares paradisíacos. Estamos torcendo para termos esses eventos de volta - diz Carissa, que teve problemas para entrar no Brasil por conta de um erro em seu visto.

 Carissa Moore na coletiva do surfe Rio Pro  (Foto: Jorge William / Ag. O Globo)

O Circuito Mundial masculino também sofre. A etapa da Nova York foi cancelada, e a de Jeffreys Bay, na África do Sul, rebaixada a WQS. Ainda assim, segue com dez campeonatos, o último deles no Havaí. E a premiação de cada um é quase quatro vezes maior do que no feminino.

- Há uma distância grande, mas está diminuindo. As garotas estão surfando muito. É uma questão de tempo - diz a americana Courtney Conlogue, melhor caloura do ano passado.

As meninas ganham US$ 110 mil em seis das sete etapas e US$ 120 mil no Rio Pro. No masculino são US$ 425 em todas, exceto a carioca, que distribuiu US$ 500 mil.

Surfe Carissa Moore campeã Biarritz (Foto: Divulgação/ASP)

Formado no Circuito Brasileiro, Mineirinho teme pelas novas gerações

Mas justamente no país que dá a maior premiação a situação é mais assustadora. O Circuito Brasileiro masculino foi pulverizado; o feminino, sequer existe.

Vice-líder do ranking mundial, Adriano de Souza, o Mineirinho, lembra com saudade e preocupação do período em que disputava o SuperSurf, antigo Circuito Brasileiro. Foram duas temporadas dividindo-se entre os campeonatos no Brasil e os da divisão de acesso mundial (WQS) até conseguir a vaga na elite. Atualmente, o campeão nacional é determinado por competições regionais. O líder é o carioca Jorge Spanner. No feminino, não há previsão de campeonatos.

- Quando eu era mais novo, com 15 ou 16 anos, o circuito brasileiro foi minha formação para chegar ao Circuito Mundial. Competi dois anos no SuperSurf. Deu sustância para chegar no Mundial bem formado. Era formato do Mundial, foi uma grande experiência competir. Essa crise vai afetar a nova geração hoje. Vai chegar sem essa bagagem, sem formação. Torço para que retorne o mais rápido possível. Para que investidores possam investir na nossa geração e no nosso país - disse.

Mineirinho, Carissa e Courtney estão no Rio de Janeiro, onde, a partir desta quarta-feira, disputam o Rio Pro, terceira etapa masculina e quinta feminina. A janela de espera feminina termina no dia 13; a masculina, no dia 20.

O palanque principal do Rio Pro fica no Postinho, no início da Praia da Barra da Tijuca. Dependendo das condições do mar, porém, as disputas podem ser transferidas para o Canto do Recreio ou para o Arpoador, onde há estruturas menores.

 Mineirinho na Gold Coast (Foto: Divulgação)

Primeira fase masculina:
1: Josh Kerr (AUS), Bede Durbidge (AUS), Jadson André (BRA)
2: Jordy Smith (AFS), C.J. Hobgood (EUA), Patrick Gudauskas (EUA)
3: Owen Wright (AUS), Raoni Monteiro (BRA), Taylor Knox (EUA)
4: Adriano de Souza (BRA), Kai Otton (AUS), Willian Cardoso (BRA)
5: Taj Burrow (AUS), Kieren Perrow (AUS), Tomas Hermes (BRA)
6: Joel Parkinson (AUS), Matt Wilkinson (AUS), Peterson Crisanto (BRA)
7: Julian Wilson (AUS), Brett Simpson (EUA), Fredrick Patacchia (HAV)
8: Gabriel Medina (BRA), Adrian Buchan (AUS), Yadin Nicol (AUS)
9: Mick Fanning (AUS), Damien Hobgood (EUA), Travis Logie (AFS)
10: Michel Bourez (PYF), Miguel Pupo (BRA), Tiago Pires (POR)
11: Jeremy Flores (FRA), Heitor Alves (BRA), Kolohe Andino (EUA)
12: John John Florence (HAV), Alejo Muniz (BRA), Adam Melling (AUS)
Primeira fase feminina:
1: Courtney Conlogue (EUA), Lakey Peterson (EUA), Sage Erickson (EUA)
2: Tyler Wright (AUS), Paige Hareb (NZL), Justine Dupont (FRA)
3: Stephanie Gilmore (AUS), Sarah Mason (NZL), convidada
4: Sally Fitzgibbons (AUS), Rebecca Woods (AUS), Melanie Bartels (HAV)
5: Carissa Moore (HAV), Coco Ho (HAV), Jacqueline Silva (BRA)
6: Laura Enever (AUS), Malia Manuel (HAV), Pauline Ado (FRA) 

fonte:globoeporte.com

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08/05/2012

Com um corte no pé esquerdo, Kelly Slater está fora da etapa do Rio

Primeiro colocado do ranking se recupera de um problema no calcanhar

Onze vezes campeão do mundo, o americano Kelly Slater não vai participar do Rio Pro, etapa do Circuito Mundial de surfe que começa nesta quarta, no Rio de Janeiro. O líder do ranking da ASP ainda se recupera de um corte no pé esquerdo, sofrido durante uma viagem à Indonésia, onde iniciou umacampanha ambiental. O substituto será o catarinense Willian Cardoso.

- Machuquei a parte de dentro do calcanhar esquerdo em Java e o corte reabriu na semana seguinte em Cloudbreak (Fiji). Infeccionou e voei para a Austrália para tratar e levar pontos na esperança de competir no Rio, não na primeira fase, mas ao menos no Round 2. Entrei na água depois de tomar os pontos e enquanto consigo surfar e ir reto, não consigo fazer curvas direito, então tive que abrir mão da etapa do Rio. É uma pena, mas vou focar em me curar o mais rápido possível - disse Slater à ASP.

Via Twitter, na manhã desta segunda, Slater disse que ainda tentaria competir no Rio. Horas depois, a ASP confirmou que ele abriu mão da etapa.

- Eu posso surfar, mas ainda não posso girar o calcanhar. Pontos no pé. Provavelmente não estarei no Brasil para disputar o evento. E isso não é 1º de Abril – avisou o maior surfista de todos os tempos.

A referência ao 1º de Abril se explica pelo fato de Slater ter feito uma brincadeira na data, anunciando no Twitter que não participaria da etapa de Bells Beach, a segunda do ano. Era apenas uma pegadinha, e ele não só participou como foi à final. Perdeu para o australiano Mick Fanning, mas assumiu a ponta do ranking e ainda brindou o público com um aéreo espetacular que lhe rendeu uma nota 10 na decisão (veja o vídeo aqui).

Com a vaga de Willlian, o Brasil terá dez representantes na chave masculina. A ausência de Slater no Rio pode abrir caminho para um brasileiro chegar ao topo. Adriano de Souza, o Mineirinho, é o segundo colocado, com 1.200 pontos a menos que Slater (que tem 13.200). O Rio Pro é a terceira etapa da temporada, que começou na Gold Coast, na Austrália, e viu Taj Burrow como vencedor.

 Surfe Bells Beach Kelly Slater (Foto: ASP/Divulgação)

fonte:globoesporte.com

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07/05/2012

De desnutrida a atleta de elite, Silvana recebe acompanhamento pela 1ª vez

Vice-campeã mundial duas vezes, cearense se recupera da quarta cirurgia no joelho e conta com programa médico especializado para retornar em 2013

Ela não precisa fazer força para lembrar as tantas vezes que foi levada a um hospital nos últimos anos. Mas tem de puxar lá do fundo da memória as histórias de uma infância com quase nenhum recurso. Uma época em que ir ao médico não era apenas uma necessidade, e sim um luxo do qual não dispunha. Desnutrida quando criança, Silvana Lima foi levada ao esporte de alto rendimento por uma maré de sorte. E o talento a lançou duas vezes ao posto de vice-campeã mundial. Longe do mar, uma caminhada marcada por dores. Hoje, depois da quarta cirurgia no joelho, a cearense de Paracuru tem mais uma oportunidade de se reconstruir. Pela primeira vez na vida, terá acompanhamento médico. Uma corrida contra o tempo para voltar, em 2013, à elite mundial.

Nas próximas semanas, Silvana passará por uma bateria de exames e de perguntas dos médicos. Eles vão mapear toda sua estrutura física, destrinchar o histórico desde o nascimento, naquele ano de 1984, em uma comunidade a 80 km de Fortaleza.

 Silvana Lima e médica (Foto: Gabriele Lomba / GLOBOESPORTE.COM)

São poucas as lembranças daquela época. Dona Maria da Penha, mãe de Silvana, tem apenas cinco fotos da filha criança. Foi difícil achar a certidão de nascimento. Vacinas? Só aquelas que tinham campanha na televisão.

O verão era o período mais difícil. Com baixa imunidade, Silvana vira e mexe ia parar no hospital.

- Eu praticava muito esporte e quando voltava para casa às vezes não tinha nada para comer - relembra.

Silvana jogava futsal, chegou a ter propostas para defender clubes cearenses, mas gostava mesmo era de surfar. Um belo dia, como por encanto, um shaper carioca apareceu em sua casa. Udo Bastos tinha sido avisado por surfistas locais que havia ali uma menina que, se disputasse campeonatos, não perderia para ninguém. Resolveu arriscar.

Ofereceu a ela passagem, moradia, alimentação e pranchas. Silvana aceitou. Veio de mala e cuia para o Rio de Janeiro, em 2002. E rapidamente deu retorno.

Um pouco acima do peso, calada, desajeitada, ela entrava na água e surfava como poucas. Arriscava aéreos, manobra rara entre mulheres. Naquele mesmo ano, conquistou o título do circuito de acesso nacional e, no seguinte, o Circuito Brasileiro profissional.

Ganhou bagagem e entrou de cabeça nos campeonatos internacionais. Em 2005, garantiu um lugar na elite do surfe mundial. Foi vice-mundial em 2008 e 2009, numa trajetória marcada por alguns sustos. Todos por problemas de saúde.

Quando se classificou para a elite, ao vencer um campeonato na Inglaterra, passou a noite de comemoração gemendo de dor. Tinha pedra nos rins, consequência de um problema na infância, quando tomou uma pancada. Brinca ao lembrar que fazia xixi na cama até os 17 anos.

Vira e mexe os rins dão dor de cabeça. Dependendo do que come, a barriga incha. Além deles, teve problemas nos joelhos. A primeira cirurgia foi em 2007, no direito, depois de se machucar em um treino no Rio de Janeiro. E daí veio uma mudança radical em seu corpo. De gordinha, ficou magra, bem magra.

- Depois da primeira cirurgia, todo mundo falava que eu ia engordar. Fiquei com isso na cabeça, só comia coisas naturais.

Em forma, brigou pelo título mundial. Bateu na trave em 2008 e em 2009. No ano passado, o joelho voltou a atrapalhar. Silvana se machucou na Califónia e teve de tirar uma parte do ligamento do direito para botar no esquerdo. Recuperada, estreou em 2012 em boa forma. Chegou às quartas de etapa de abertura, na Gold Coast... e novamente se lesionou. Dessa vez, no direito.

A meta agora é se adaptar às mudanças e fugir da chamada síndrome da fragilidade, comum a esportistas. Os médicos recomendam que ela tenha contato com atletas de alto rendimento, principalmente aqueles que superaram momentos difíceis. Diego Hypolito é um exemplo. Sandra Soldan, triatleta e médica, também. Ela é um dos membros da equipe que vai cuidar de Silvana, no Centro Cardiomex, no Rio de Janeiro. E já deu um puxão de orelha: nada de pressa para voltar a correr na areia.

Silvana fará uma esgoespirometria - teste cardio pulmonar máximo do exercício -, treinos de apneia, core training, fisioterapia e terá de seguir um programa de alimentação específico. Vai ganhar massa muscular.

O projeto inclui acompanhamento a distância. Na Bahia, onde mora, ou em viagens, contará com profissionais que terão acesso ao programa de reabilitação. Os resultados serão avaliados mês a mês. Talvez volte a competir em outubro, mas a meta é fevereiro de 2013, quando ela, espera-se, estará em forma para voltar ao Mundial.

- Ela tem a biomecânica perfeita para o surfe. Tem muita flexibilidade e até o fato de ser pequena é bom. Mas está com 27 anos, então tem que correr atrás. Em fevereiro, ela tem que estar 100% ou mais - diz Silva Lagrotta, médica especializada em medicina esportiva e esportes radicais.

 Surfe Silvana Lima na fisioterapia (Foto: Arquivo Pessoal)

fonte:globoesporte.com

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05/05/2012

Brasileira Maya Gabeira é eleita (pela quinta vez) a melhor do mundo em onda gigante

Garrett McNamara quebra o recorde mundial de maior onda, e Maya Gabeira é a melhor big rider feminina pela quinta vez.

Os melhores big riders da temporada passada foram premiados pelo Billlabong XXL 2012, na madrugada deste sábado (5), em Anaheim, Califórnia. Maya Gabeira conquistou o Women's Performance pela quinta vez. Já o californiano Nathan Fletcher foi o primeiro a vencer três categorias em uma só edição.

Maya, que é indicada ao prêmio desde 2007, quando tinha 20 anos, concorreu este ano com a paulista Silvia Nabuco, a californiana Savannah Shaughnessy e as havaianas Paige Alms e Keala Kennely, que teve o melhor desempenho de 2011.

Nesta temporada, a carioca passou pelo maior susto de sua vida ao tomar uma vaca no swell de 27 de agosto, em Teahupoo, Tahiti: "Já passei por vários, mas nada parecido com este. Dei sorte, pois o perigo era bater na bancada e apagar", disse na época para Manoela D'Almeida, colunista da HARDCORE.

Além de Maya, Nathan Fletcher e Garrett McNamara fizeram o XXL 2012 entrar para a história. O californiano saiu do The Grove Theater 70 mil dólares mais rico, ao faturar, além do Men's Performance, as categorias Monster Tube e Ride of the Year, pela onda mais pesada da temporada na ondulação épica de Teahupoo, mesmo sem ter saído do tubo.

Já Garrett McNamara extrapolou os limites do tow in, ao descer uma montanha de 78 pés na Praia do Norte, Portugal. McNamara estabeleceu o novo recorde mundial, que pertencia a Mike Parsons, por uma morra de 75 pés em Cortes Bank, a 190 quilômetros da costa californiana, em 2008. Para fechar, o havaiano ganhou US$ 2 mil pela pior vaca do ano, na qual despencou do lip em Jaws, Hawaii, quebrando ao meio sua prancha motorizada WaveJet. "Meu pai sempre dizia: se você não conseguir surfar uma ótima onda, tenha uma ótima vaca", brincou G-Mac ao receber o segundo cheque.

No Monster Paddle quem se deu melhor foi o havaiano Dave Wassel, que pegou no braço uma bomba de 53 pés em Jaws, deixando para trás na disputa Danilo Couto, Jamie Mitchell, Ken "Skindog" Collins e Shane Dorian.

Durante a cerimônia, Graham Stapelberg, vice-presidente de Marketing da Billabong, prestou homenagem a Sean Collins, jornalista e especialista em previsão de ondas, que faleceu ao sofrer ataque cardíaco em dezembro de 2011.

Alex Gray e o campeão do World Tour em 1999 Mark Occhilupo apresentaram o Billabong XXL 2012. Entre os que chamaram os consagrados ao palco, além de Maya Gabeira, estavam Dave Grohl, ex-vocalista do Nirvana e atual do Foo Fighters; a lenda do skate Tony Hawk; o bicampeão do Biggest Wave Mike Parsons e um dos precursores do surf de ondas grandes, o havaiano Greg Noll, que mostrou a bunda no meio do palco em "homenagem" aos surfistas, antes de chamar McNamara para o prêmio de maior onda.

fonte: hardcore.uol.com.br 

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